Solano, Volks, Sindicato e Senai formam 20 jovens em tecnologia e fortalecem inclusão social
Proposta alia formação técnica de qualidade com compromisso social, ampliando possibilidades de inserção no mercado de trabalho

Vinte jovens se formaram, no último dia 22, no curso de Aprendizagem Industrial Integrador de Soluções em Nuvem, na Escola Senai ‘Paulo Antônio Skaf’, em São Caetano. A celebração marca a segunda turma de 2025 formada a partir da parceria entre o Instituto Sociocultural Solano, a Volkswagen, os Metalúrgicos do ABC e o Senai, iniciativa voltada à qualificação profissional e à inclusão social de jovens em situação de vulnerabilidade.
O curso atua em uma das áreas mais demandadas da Tecnologia da Informação, preparando estudantes para desafios da infraestrutura digital e armazenamento de dados. A proposta alia formação técnica de qualidade com compromisso social, ampliando possibilidades de inserção no mercado de trabalho.

A cerimônia reuniu familiares, educadores e dirigentes sindicais. Para o presidente do Sindicato, Moisés Selerges, a formação profissional precisa caminhar junto à defesa de direitos e justiça social. Segundo ele, a qualificação é uma resposta concreta às transformações provocadas pela automação e novas tecnologias no mundo do trabalho.
“O mundo vive uma transição energética e tecnológica irreversível. O futuro já chegou, e a inteligência artificial avança rapidamente. Queremos que a tecnologia esteja a serviço da humanidade e não da exclusão. Esse processo precisa ser justo, com a participação de quem trabalha”, afirmou.

Cidadania e transformação
O diretor do Sindicato e presidente do Instituto Sociocultural Solano, Charles Aurélio de Jesus Lima, o Tuiuiú, destacou que o projeto vai além da formação técnica. Segundo ele, a iniciativa cumpre um papel social importante ao chegar a territórios onde o Estado muitas vezes não alcança, garantindo oportunidades reais de estudo e profissionalização.
“O Instituto Solano já está no segundo ano desse ciclo. Formamos 20 jovens na primeira turma e agora mais 20. Isso expressa a construção de um Sindicato Cidadão, que atua para além dos muros das fábricas. Nossa luta é por emprego, renda e dignidade, e a qualificação profissional é parte desse caminho”, ressaltou.
Do sonho à profissionalização
Representando os formandos, Adrian Cavalcante, de 19 anos, relatou a trajetória de superação vivida ao longo do curso. Ele destacou o acolhimento e o apoio recebidos durante a formação, fatores que foram decisivos para sua permanência e desenvolvimento.
“Participei do Grupo Solano e consegui aproveitar essa oportunidade da melhor forma possível. Alcancei um nível de estudo que nunca imaginei, em um padrão de excelência como o do Senai. As instituições foram até a comunidade para nos trazer até aqui. Estudei o máximo que pude e usei essa chance com responsabilidade”, afirmou.