Crescimento da eletromobilidade impulsiona setor de pós-vendas

Os setores de pós-vendas e autopeças, dentro do mercado automotivo, vêm passando por transformações em virtude da ampliação da frota de eletrificados no Brasil. Os mercados passam a operar com maior sofisticação, trabalhando com dados, tecnologia e processos especializados, à medida que os veículos se tornam mais conectados e tecnológicos. Essa transformação já pode ser observada com estatísticas dos últimos anos.

Em 2024, a indústria de autopeças no Brasil faturou R$ 256,7 bilhões. De acordo com o Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças), o faturamento do setor deve crescer 6,5% com os resultados totais de 2025 – ainda não divulgados oficialmente -, alcançando R$ 275,8 bilhões. Para 2026, a projeção é de crescer mais 3%, chegando a R$ 284,1 bilhões entre as empresas associadas.

Paralelamente, a eletromobilidade avançou exponencialmente no cenário nacional. Um processo de digitalização automotiva vem redesenhando o mercado de mobilidade, com veículos mais conectados, presença de sistemas avançados de assistência ao motorista (ADAS), eletrificação e expansão de softwares. Essas características ampliam a estrutura tecnológica dos modelos e as oportunidades e demandas para o pós-vendas.

De acordo com o Instituto de Qualidade Automotiva (IQA), estudos de mercado indicam que a tecnologia eletrônica dos veículos continua aumentando, ampliando a demanda por diagnósticos digitais, atualizações de software, calibração de sensores e manutenção especializada. Nesse novo cenário, o pós-venda deixa de ser predominantemente mecânico para assumir um perfil mais tecnológico, no qual a qualificação contínua de profissionais e a adequada estruturação das oficinas tornam-se fundamentais para a sustentabilidade do ecossistema diário da eletromobilidade.

Do Canal VE