Toyota terá fábrica à prova de vento e centro de pesquisa de etanol
Projeto de reconstrução da fábrica de Porto Feliz (SP) envolve estrutura mais resistente às intempéries
Nanakorobi Yaoki é um famoso provérbio japonês que versa sobre cair sete vezes e levantar-se oito. Depois de ver boa parte da fábrica de motores de Porto Feliz (SP) literalmente no chão por causa de um forte vendaval, se reerguer passou a fazer parte do planejamento da Toyota no país. E esse planejamento envolve alguns movimentos interessantes revelados pelo CEO da companhia na região, Evandro Maggio.
“Pedimos para defesa civil uma carta climática da região para analisar os ventos, e vimos que o vendaval que atingiu Porto Feliz foi um evento pontual. O projeto da fábrica agora antevê esse tipo de fenômeno e usa materiais e estruturas mais resistentes a esse tipo de fenômeno”, contou Maggio. A reconstrução, calcula o executivo, será finalizada apenas no final de 2027 e conta com diversas equipe multidisciplinares formadas por profissionais brasileiros e japoneses
Enquanto isso, a empresa tratou de aproveitar a área do galpão que alugou para albergar os equipamentos de Porto Feliz para também seguir produzindo motores ali, em uma escala menor, para abastecer as demais unidades produtivas no país, em Sorocaba (SP) e Indaiatuba (SP). A reconstrução da fábrica será custeada com recursos próprios e com aqueles pagos pelo seguro contratado pela empresa.
Além da fábrica antivento, a Toyota também anunciou que terá um centro de pesquisa de biocombustíveis em Sorocaba, no qual cerca de 40 profissionais vão se debruçar sobre projetos que envolvem etanol, biometano, equipamentos que aumentam a eficiência energética, dentre outros. Esse centro, na prática já existe, mas de forma descentralizada. A ideia é que ele, de fato, concentre esses profissionais em um mesmo ambiente.
Do Automotive Business