Do Fusca ao Nivus, Anchieta sintetiza sete décadas do setor automotivo

Da pioneira planta da Volkswagen já saíram cerca 15 milhões de veículos, 15% de toda a produção brasileira da história

Se for possível eleger uma fotografia que ilustre bem a trajetória da produção brasileira de veículos ao longo de suas sete décadas, com certeza a imagem seria da fábrica da Volkswagen de São Bernardo do Campo, na região do Grande ABC, em São Paulo. Não é exagero afirmar que as gigantescas edificações, particularmente identificadas pelo revestimento externo que lembra tijolos, são, sim, o “berço” do setor.

Inaugurada em novembro de 1959, a Anchieta, como ficou conhecida a fábrica, foi a primeira da montadora fora da Alemanha, um primeiro passo da expansão mundial do grupo. A unidade acaba de alcançar o marco de 15 milhões de automóveis e comerciais leves fabricados, dentre eles ícones como os pioneiros Fusca e Kombi, além da Brasília, do Passat e do Gol, dentre outros.

Sozinha, portanto, respondeu por 57% dos cerca de 26,3 milhões que a Volkswagen fabricou aqui ao longo de seus 72 anos e que a consagram como o maior fabricante do País nesse período. O primeiro milhão alcançado em 1970 e o décimo, em 1994. Na prática, de cada 10 veículos fabricados no Brasil por todas as marcas desde a década de 50, perto de 15% saíram do complexo erguido ao lado da rodovia que liga a Grande São Paulo à Baixada Santista.

Mas a Anchieta há muito deixou de ser só uma planta produtiva de veículos. Lá, além do quartel-general das operações brasileira e de toda a América do Sul, está baseado também o centro de desenvolvimento da montadora na região e que inclui áreas design, engenharia, além de ferramentaria, laboratórios de segurança e de emissões, este último o primeiro do gênero na América do Sul, inaugurado já no longínquo 1977.

Do AutoIndústria