BYD mira 50% de conteúdo local no Brasil para liderar mercado até 2030
Montadora acelera nacionalização para exportar ao Mercosul e ampliar produção na fábrica da Bahia
A BYD está acelerando a nacionalização de componentes na fábrica de Camaçari (BA) e quer atingir cerca de 50% de conteúdo local até 1º de janeiro de 2027, movimento que faz parte de um plano mais amplo para disputar a liderança do mercado automotivo brasileiro até o fim da década. As informações foram publicadas pela Reuters com base em entrevistas com executivos da companhia.
Segundo o vice-presidente sênior da BYD no Brasil, Alexandre Baldy, a transição para uma cadeia de suprimentos local está sendo feita em ritmo acelerado. A estratégia faz parte do plano da montadora de se tornar a maior fabricante de veículos em volume no Brasil até 2030. Hoje, o país já é o principal mercado da BYD fora da China e peça central na expansão internacional da companhia.
Atualmente, a produção na unidade instalada na Bahia, na antiga fábrica da Ford, ainda depende majoritariamente de kits semidesmontados (SKD), modelo que permitiu acelerar a entrada da marca no mercado brasileiro. Mas a empresa deixa claro que isso é transitório. O movimento também está ligado ao fim de benefícios tarifários (isenção do imposto para SKD/CDK) que ajudaram a viabilizar a importação desses kits e à necessidade de desenvolver uma cadeia de fornecedores no país.
Outro ponto estratégico é o uso do Brasil como base exportadora regional. Segundo a Reuters, o aumento do conteúdo local permitirá atender exigências regulatórias e viabilizar exportações para países do Mercosul já a partir deste ano. Com isso, a operação brasileira ganha peso dentro da estratégia global da BYD, posicionando o país como potencial hub industrial para a América do Sul — o que ajuda a explicar o volume de investimento e a ampliação da fábrica baiana.
Do InsideEVs