Brasil é ‘poupado’ de reestruturação global da Nissan

A Nissan atravessa uma das maiores reorganizações de sua história. A iniciativa, batizada internamente de ReNissan, começou no ano passado, com a troca completa do comando mundial, e avança com cortes de custos e realocação de produção. Nas Américas, a companhia conseguiu, no ano passado, cortar US$ 1 bilhão em custos fixos e mais US$ 1 bilhão em custos variáveis, segundo Christian Meunier, que comanda a região.

O movimento envolve fechamento de fábricas no México e Argentina e aumento de produção nos Estados Unidos. A operação brasileira, no entanto, permanece ilesa do enxugamento. A iniciativa foi uma reação à queda global de produção de 5,5 milhões de veículos por ano para 3,2 milhões por ano. Na nova arquitetura global, a região Américas, que envolve Estados Unidos, Canadá, México e Brasil, ganha força.

Trata-se da maior operação da Nissan. Equivale a mais do que o dobro da matriz, no Japão, segundo o executivo. Em relação ao Brasil, o executivo admite a necessidade de mais investimentos. O maior deles foi na construção da fábrica em Resende (RJ). À inauguração da unidade, em 2014, seguiu-se o lançamento do modelo Kicks, carro oficial dos Jogos Olímpicos Rio 2016. “Depois disso, o Brasil ficou sem muito investimento”, afirma. O plano mais recente totalizou R$ 2,8 bilhões para o período entre 2023 e 2025.

O próximo passo será transformar Resende em plataforma exportadora. Segundo Meunier, ao ajustar os custos, a operação brasileira estará pronta para exportar para a região. O próximo passo será transformar Resende em plataforma exportadora. Segundo Meunier, ao ajustar os custos, a operação brasileira estará pronta para exportar para a região.

Do Valor Econômico