Montadoras celebram fim dos incentivos para chinesas, mas novo pedido pode surgir
Há rumores de que companhias da China estariam se mobilizando para pedir volta de cotas ou redução do Imposto de Importação
Dirigentes de montadoras instaladas no Brasil comemoraram o encerramento do prazo para importar carros híbridos e elétricos semimontados, por meio de cotas, sem Imposto de Importação. O benefício, utilizado por marcas como a chinesa BYD, expirou em 31 de janeiro. Mas, paira no setor o temor de que o pleito volte a ser encaminhado ao governo.
Igor Calvet, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), disse, há poucos dias, que, caso surja nova solicitação de redução de alíquotas ou cotas de importação, a Anfavea “manterá sua posição em defesa da produção nacional”.
Há rumores de que as chinesas estariam se mobilizando para pedir o benefício. Nos bastidores do setor, executivos que trabalham ou já estiveram à frente das montadoras veteranas dizem que essas empresas certamente vão rever planos de investimentos e produção local se houver qualquer estímulo à entrada de veículos semimontados.
Outro motivo de celebração no setor nas primeiras semanas de 2026 foi o lançamento do programa Move Brasil, que disponibiliza R$ 10 bilhões em linhas de crédito do BNDES para a compra de caminhões novos e seminovos produzidos no país. Do total de recursos, R$ 1 bilhão será destinado exclusivamente a caminhoneiros autônomos e cooperativas, segmento que concentra parte significativa da frota mais antiga em circulação no país.
Do Valor Econômico