GM é processada por suposta venda de dados de clientes
Nos Estados Unidos, a empresa é acusada de vender informações sem transparência, levantando uma discussão atual
A chegada das telas e sistemas cada vez mais conectados invariavelmente acabaram adicionando outro fator aos carros atuais: a coleta de dados. Eles registram localização, quilometragem, velocidade, estilo de condução e destinos inseridos no multimídia. E, caso não haja transparência, essas informações podem acabar caindo na mão de quem não deveria.
É exatamente essa a reclamação do estado de Iowa, localizado no centro-oeste dos EUA, está alegando contra o grupo General Motors, conhecido pelas marcas Chevrolet, GMC e Cadillac. A ação acusa a empresa de ter vendido dados coletados através do sistema de concierge presente nos carros feitos pelo grupo por meio do On-Star, sem que os clientes tenham sido informados.
O caso não foi o primeiro. Em janeiro, uma determinação federal já havia proibido a GM de vender essas informações durante cinco anos, mas a defesa de Iowa quer mais. O estado pede indenização para os cidadãos e a aplicação de sanções civis para desencorajar a comercialização de dados. Apesar de limitada aos EUA, o movimento também nos diz respeito, porque os carros são – e serão cada vez mais – conectados, e a disputa entre inovação digital e proteção da privacidade está apenas começando e envolvendo toda a indústria automotiva.
No Brasil, desde 2018 há regulação da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), delimitando o que pode ser explorado ou não em relação ao que é obtido pelas empresas. Como a vida real é bem diferente do conceito teórico, sabemos que a fiscalização – e, principalmente – a punição para quem extrapola a privacidade alheia é quase inoperante, o que só abre mais espaço para que os usuários tenham cautela.
Do Motor1