Mesmo com Move Brasil produção de caminhões recua 27,5% no bimestre
O lançamento do programa Move Brasil, que busca socorrer a indústria de caminhões ao oferecer crédito a juros subsidiados com recursos do Tesouro e do BNDES, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, ainda não trouxe impactos significativos ao setor. Dados da Anfavea mostram que, no primeiro bimestre, a produção de 14,6 mil unidades recuou 27% com relação ao mesmo período em 2025, quando 20 mil unidades saíram das fábricas.
Quando analisado apenas fevereiro, em que 7,8 mil caminhões foram produzidos, o número está 14,5% acima dos 6,8 mil de janeiro, mas 35% abaixo do resultado do segundo mês do ano passado, 12 mil unidades. O presidente executivo da Anfavea, Igor Calvet, reconheceu que a reação mensal pode estar relacionada ao programa,
Foram comercializados no primeiro bimestre 13,1 mil caminhões, 28,7% a menos do que os 18,4 mil dos dois meses iniciais de 2025. Em fevereiro os 6,7 mil emplacamentos ficaram 3,3% acima dos 6,4 mil de janeiro, mas 25,7% abaixo de igual período no ano passado, quando as vendas alcançaram 9 mil unidades.
Quanto aos caminhões pesados, os mais afetados, devido ao custo mais elevado, a Anfavea mostrou que o tombo é ainda maior, de 36,3% no acumulado do ano, 5,5 mil unidades, enquanto que no mesmo período de 2025 foram 8,7 mil unidades. No mês passado houve estabilidade frente a janeiro, com 2,8 mil emplacamentos, leve alta de 0,5%. Com relação aos 3,9 mil na comparação anual a queda é de 28,2%.
Da AutoData