Grupo Volkswagen planeja demitir 50 mil funcionários na Alemanha até 2030

Empresa anunciou líquido de € 6,9 bilhões em 2025, tombo de 44%

O crescimento das vendas na América do Sul e Europa de 10% e 5%, respectivamente, é uma das poucas boas notícias apresentadas no balanço anual do Grupo Volkswagen de 2025. Divulgados na terça-feira, 10, os números financeiros globais não deixam dúvidas das dificuldades e desafios que a maior montadora europeia vem enfrentando.

Com o faturamento praticamente estagnado em € 322 bilhões e 9 milhões de veículos entregues, 0,2% a menos, o grupo viu seu lucro líquido limitado a € 6,9 bilhões, drástica queda de 44%, e o lucro operacional reduzido em 53%, para € 8,9 bilhões. Para 2026, o grupo sediado em Wolsburg projeta margem operacional de 4,4% a 5,5% ante somente os 2,8% consolidados em 2025, assim como marginal crescimento da receita de até 0,3%.

Com forte corte de custos e um intenso programa de lançamentos de produtos em mercados-chave, como a China, a ideia é elevar a margem operacional para algo próximo de 8% ou até 10% até o final desta década. Em carta aos acionistas, o CEO Oliver Blume deu outra notícia ruim, sobretudo para os trabalhadores. O atual plano de redução de custos do grupo previa o corte de 35 mil empregos na Alemanha até 2030, número já negociado e acordado com os sindicatos locais.

Agora Brune fala em eliminar 50 mil postos no mesmo prazo. “Estamos percebendo que o modelo de negócios que nos sustentou por décadas não funciona mais e o quão volátil e frágil é o nosso mundo, com novos problemas surgindo a cada mês”, disse Blume, ponderando sobre as tensões geopolíticas, como a guerra no Oriente Médio e a guerra de tarifas.

Do AutoIndústria