Renault apresenta o plano de negócios Futuready
Cinco anos após começar a arrumar a casa com o Renaulution, plano de negócios que visava à reestruturação financeira de sua operação, o Grupo Renault apresentou o Futuready, novo planejamento olhando para 2030. Anunciado pelo CEO François Provost, tem como objetivo reformular o portfólio de veículos das marcas Renault, Dacia e Alpine e foca tanto na Europa como nos que a Renault chama de mercados internacionais – nos quais está incluído o Brasil, com grande relevância.
Embora seja um plano de forte investimento – estão previstos 36 novos modelos em quatro anos, com o pé no acelerador da eletrificação – Provost deixou claro que a meta é gerar resultados financeiros resilientes: a margem operacional deverá ficar de 5% a 7% do faturamento e a divisão automotiva, principal negócio da Renault, gerar pelo menos 1,5 bilhão de euros por ano, em média.
Até 2030 a Renault tem como meta vender 2 milhões de veículos, metade na Europa e metade fora dela. Dentro de seu continente-raiz 100% das vendas serão de modelos eletrificados. Na Dacia a meta é também acelerar, com dois terços das vendas, em 2030, de híbridos e elétricos. Na França está em desenvolvimento a plataforma REGV Medium 2.0, com arquitetura elétrica de 800 volts para que a recarga ultrarrápida esteja disponível aos consumidores.
Os planos para fora da Europa têm como foco Marrocos, Turquia, América do Sul, Coreia do Sul e Índia, locais onde a Renault mantém fábricas. No ano passado as vendas fora do continente cresceram 11%, para 620 mil veículos. O foco é chegar a 1 milhão em 2030. Catorze novos modelos se juntarão aos cinco já apresentados no International Game Plan – Kardian, Duster, Koleos, Boreal e Filante. A parceria com a Geely e o compartilhamento da plataforma GEA ajudará a acelerar a eletrificação, com produção no Brasil e na Coreia do Sul.
Da AutoData