Trabalho e tecnologia: CNM/CUT articula estratégia nacional para garantir direitos na indústria automotiva
Lideranças sindicais do setor automotivo na CNM/CUT se reuniram em São Bernardo para organizar estratégias diante das transformações tecnológicas.

O segmento automotivo da CNM/CUT (Confederação Nacional dos Metalúrgicos) realizou, em fevereiro, um encontro híbrido no Centro de Formação Celso Daniel, em São Bernardo, reunindo lideranças sindicais de todo o Brasil. O objetivo foi direto: organizar a resistência e a estratégia dos trabalhadores diante das transformações tecnológicas nas fábricas de veículos.

Para o secretário-geral da entidade, Renato Carlos Almeida, o Renatinho, a categoria precisa estar sentada à mesa onde as decisões acontecem. Ele destacou que a articulação entre diferentes regiões é decisiva para encarar as mudanças na economia sem perder direitos. “O momento exige organização permanente e táticas comuns em todo o país para garantir desenvolvimento com valorização do trabalho”, afirmou.
Wellington Messias Damasceno, diretor administrativo dos Metalúrgicos do ABC, lembrou que o setor automotivo é uma engrenagem gigante, que envolve desde grandes montadoras até autopeças e sistemistas. Para ele, o diálogo constante permite avaliar como as políticas industriais chegam, de fato, ao chão de fábrica e à vida do trabalhador em cada localidade.
A secretária de Formação da CNM/CUT, Maria do Amparo, defendeu que entender as novas rotas tecnológicas e a transição energética é fundamental para que o trabalhador não seja pego de surpresa. “A educação sindical e a informação de qualidade são as principais munições para os próximos ciclos de negociação”, pontuou. O evento entregou diagnósticos reais sobre a indústria, preparando o terreno para as lutas em defesa da dignidade da classe trabalhadora.
