Sedãs agonizam e nenhum superou SUVs compactos em fevereiro
Três volumes das principais montadoras perderam – e feio – nas vendas para os utilitários esportivos
A paisagem das ruas brasileiras está mudando mais rápido do que o esperado. Se há cinco anos o sedã compacto era o passo natural para a família que buscava espaço, em fevereiro de 2026 o cenário é de sobrevivência para os modelos de três volumes. Os dados de emplacamentos consolidados e divulgados pela consultoria K.Lume revelam que a categoria já perdeu há muito o protagonismo os SUVs de entrada.
O caso mais emblemático deste mês é o do Volkswagen Virtus. Embora tenha assumido a liderança do seu segmento com 2.489 unidades emplacadas no mês passado, ele foi amplamente superado pelo novato VW Tera, que já cravou 5.358 emplacamentos, ocupando a 7ª posição geral. O Tera, um SUV compacto posicionado abaixo do Nivus, provou que o consumidor prefere a posição de dirigir elevada e o status do utilitário, mesmo que isso signifique abrir mão de alguns litros de porta-malas.
Na Chevrolet, o Onix Plus amargou apenas 1.994 unidades emplacadas em fevereiro. Para efeito de comparação, o Chevrolet Tracker, mesmo sendo um modelo mais caro, vendeu 4.003 unidades, mantendo uma distância confortável. O mesmo fenômeno ocorre na Fiat, onde o Cronos (1.856 unidades) não consegue acompanhar o ritmo de modelos como o Pulse (3.057 unidades) e o Fastback (3.833 unidades).
O futuro dos sedãs parece estar cada vez mais restrito ao uso profissional ou a nichos de luxo, enquanto o “sonho do carro novo” para o brasileiro médio agora tem, obrigatoriamente, suspensão elevada e visual aventureiro. A Chevrolet deverá seguir os passos de Volkswagen e Fiat. A marca já confirmou o Sonic como uma nova opção derivada do projeto do Onix hatch com carroceria de SUV cupê. A marca inclusive dobrará a aposta nos SUVs, tendo confirmado o retorno do Onix Activ, opção elevada ao Onix hatch e de olho no público de VW Tera e Fiat Pulse.
Do Motor1