A balança comercial brasileira e a participação do Grande ABC em 2025
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A balança comercial brasileira encerrou o ano de 2025 com superávit de US$ 68,29 bilhões, refletindo uma redução de 7,9% em relação ao saldo de 2024. O país registrou o maior valor exportado (US$ 348 bilhões) e importado (US$ 280 bilhões) da série histórica iniciada em 1997, o que demonstra o dinamismo do fluxo comercial no ano.
Ainda que o contexto econômico e político tenha sido desafiador, os resultados da balança comercial foram satisfatórios, num momento em que o Brasil amplia as exportações para a América Latina e China. Já no caso da relação com os Estados Unidos, sob os efeitos do “Tarifaço”, as exportações encerram o ano com retração de 6,6%, em relação a 2024. Se considerarmos somente os meses de vigência do tarifaço – de agosto a dezembro –, a retração foi de 21,3%.
A região do Grande ABC exportou US$ 5,6 bilhões em 2025 (aumento de 10% em relação a 2024) e participação de 1,8% nas exportações nacionais. O saldo comercial foi de US$ 986 milhões, aproximadamente quatro vezes superior ao registrado em 2024. Por outro lado, quando analisamos a relação com os Estados Unidos, o impacto foi significativo na indústria de transformação, considerando que 99,3% das exportações da região foram relacionadas ao setor. A retração foi de 14,1% na indústria de transformação e de 37,2% na indústria metal mecânica em relação ao ano anterior, escancarando as assimetrias presentes nessa relação comercial.
Considerando os impactos setoriais e regionais do tarifaço e as incertezas que pairam sobre o comércio internacional no início de 2026, torna-se necessário um olhar atento para as fragilidades da cadeia produtiva nacional e o desenvolvimento de novas rotas visando possíveis oportunidades de inserção no comércio internacional.
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