A campanha salarial de 2005

Chegamos a mais uma campanha salarial. A pauta de reivindicações já foi entregue aos grupos patronais pela Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT (FEM-CUT), encarregada das negociações coletivas. E a FEM tem motivos de sobra para estar animada para essa campanha salarial, já que foi reconhecida, juntamente com a Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM-CUT), como entidade sindical pelo Ministério do Trabalho, após um longo processo de comprovação de sua representatividade.

Esse reconhecimento foi muito importante, pois representa um passo a mais na quebra da estrutura sindical brasileira.

Para este ano, a campanha salarial promete ser difícil, apesar do crescimento econômico verificado no setor metalúrgico nos últimos dois anos. O lado patronal se dividiu e teremos, a princípio, três datas-bases pela frente. Apesar da nossa briga para unificá-la em 1º de setembro, certo é que o grupo 9 (máquinas e eletroeletrônicos) terá data-base em 1º de agosto e o grupo 10 insiste em mantê-la em 1º de novembro. A maioria, porém, terá como data-base 1º de setembro, como é o caso das montadoras, das autopeças e da fundição.

A cláusula do acidentado

A meta é lutar por reajuste salarial e por aumento real de salários, como nos últimos anos. Mas, agora, está prevista a discussão de renovação das cláusulas sociais, e a pretensão é manter os direitos conquistados, incluindo outros. Não será tarefa fácil, é verdade.

Entre as cláusulas sociais a serem renovadas, uma se destaca pela sua relevância social e por ser alvo de ataques permanentes pelos patrões. Trata-se da garantia de emprego ao acidentado ou portador de doença ocupacional. O setor de autopeças e o grupo 10, nas campanhas passadas, não quiseram renová-la e resolveram ir a dissídio coletivo. Se deram mal, pois o TST, em decisão no final do ano passado, manteve a cláusula para a categoria. Esperamos que eles tenham aprendido a lição, pois esse direito é inegociável para nós. Boa campanha a todos.

Departamento Jurídico