A democratização da ciência e a soberania popular

8 de julho é comemorado o Dia Nacional da Ciência no Brasil. A data é alusiva à criação da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), em 1948. Com o surgimento da pandemia da Covid-19, o tema da ciência tornou-se um dos assuntos mais discutidos na sociedade.

Foto: Divulgação

A ciência, que parecia algo distante de nós, um assunto para um grupo restrito de especialistas, virou assunto “popular” graças à corrida dos cientistas em todo o mundo para desenvolver uma vacina contra o coronavírus. A constante participação de epidemiologistas e infectologistas na mídia esclarecendo vários aspectos que caracterizam a atual crise sanitária também contribuiu para a “popularização da ciência”.

Portanto, pensar a ciência tornou-se também um jeito de pensar a vida e a própria sociedade. Por outro lado, tornou-se uma oportunidade para refletir sobre o negacionismo científico, sua visão de mundo e suas implicações no aumento do número de vítimas da Covid chegando ao absurdo de negar não só as medidas de prevenção para evitar a contaminação do vírus, como o próprio uso das vacinas.

Atualmente o governo brasileiro é o mais triste exemplo de negacionismo científico em todo o mundo. Além de envergonhar o nosso país, essa postura já causou mais de 530 mil mortes, um verdadeiro genocídio, como tem sido amplamente denunciado.      

A pandemia também mostrou mais fortemente, que o maior grau de difusão, acesso e produção do conhecimento é um divisor de águas que define as nações democráticas e desenvolvidas. A luta pela construção de uma sociedade pautada na universalização da educação pública de qualidade e da ciência em geral caminha de mãos dadas com a luta pela soberania popular. A democracia, a soberania popular e a ciência devem caminhar juntas.

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