A Depressão de 1929 e a queda do liberalismo

No dia 25 de outubro de 1929, uma quinta-feira, a Bolsa de Valores de Nova York quebrou. Esse dia marcou o início da maior crise da economia dos Estados Unidos e do capitalismo com efeitos devastadores para os trabalhadores.

O Produto Interno Americano caiu 40% e a produção industrial teve queda ainda maior chegando a 46% de redução. Um quarto da população ficou sem emprego e, rapidamente, a pobreza extrema se espalhou pelo território americano.

Favelas se proliferaram nos arredores das grandes cidades e os milhões de desempregados passaram a frequentar diariamente a fila do pão e a fila da sopa. Cenas inimagináveis para um país que se vangloriava de ser a nação mais rica com seu estilo de vida superior ao resto do mundo.

Antes da crise de 1929, por mais de cem anos, a doutrina do liberalismo econômico orientou as políticas dos governos e hegemonizou a produção acadêmica. A ideia de que a lei do mercado deveria orientar a economia das nações e que a regulação do Estado sobre a economia significava a supressão da liberdade e da livre concorrência era praticamente inquestionável no mundo capitalista.

No atual momento em que somos bombardeados pela grande mídia e pelo governo sobre as “maravilhas” do liberalismo, como uma espécie de pensamento único, a compreensão dos efeitos econômicos e sociais da “Grande Depressão” é fundamental para percebermos os perigos e os riscos de vivermos numa sociedade regida apenas pela lei do mercado.

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