“A Revoada dos Galinhas Verdes”

Os “galinhas verdes” era denominação pejorativa atribuída aos partidários da Ação Integralista Brasileira (AIB), que costumavam desfilar pelas ruas de São Paulo, com uniformes verde oliva. O agrupamento integralista de extrema direita foi fundado por Plínio Salgado, em 7 de outubro de 1932, e tinha forte inspiração no fascismo italiano. 

Foto:Divulgação

Fazendo oposição à vertente nacional do fascismo, as organizações de esquerda se organizam em frentes antifascistas: como o “Comitê Antifascista” agrupamento de sindicatos anarquistas; a “Frente Única Antifascista” (FUA) organizada pelos partidários da Liga Comunista de inspiração trotskista e do Partido Socialista Brasileiro. Além dos membros do Partido Comunista Brasileiro que criaram o “Comitê Antiguerreiro”, contra a guerra e o fascismo.  

Plínio Salgado convocou uma grande manifestação em São Paulo para o dia 7 de outubro de 1934 para comemorar o segundo aniversário de fundação da AIB. O auge da manifestação seria na Praça da Sé com um grande comício de encerramento da manifestação pró-fascista para demonstração de força. A esquerda antifascista se une para impedir que a comemoração se realize. 

Enquanto os integralistas marchavam pelas ruas do centro da capital paulista, os antifascistas gritavam “fora galinhas verdes”. O clima era de muita tensão. Quando os integralistas tomam conta das escadarias da Catedral da Sé, alguns tiros são disparados e atingem dois partidários da esquerda. A partir de então, inicia-se uma grande confrontação entre antifascistas e integralistas, que termina com a fuga desordenada dos integralistas, episódio que ficou conhecido como “a revoada dos galinhas verdes”.

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