Acordo UE-Índia é rara boa notícia para as montadoras alemãs
O acordo comercial anunciado por Índia e União Europeia (UE) em janeiro foi descrito pelo primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, como “a mãe de todos os acordos comerciais” – uma linguagem otimista para celebrar uma parceria econômica entre o maior bloco comercial do mundo e a nação mais populosa do planeta.
O acordo reduzirá ou eliminará tarifas sobre 96,6% das exportações da UE para a Índia. Embora produtos agrícolas sensíveis tenham ficado de fora para ambos os lados, muitos itens considerados vitais para a máquina de exportação da UE fazem parte do acordo, incluindo os automóveis.
A Índia concordou em conceder às montadoras europeias uma cota seis vezes maior do que qualquer outra oferecida anteriormente, o que permite a empresas como Volkswagen, Mercedes-Benz e BMW um acesso muito maior a um mercado rigidamente controlado. Nova Délhi impõe tarifas entre 70% e 110% para carros importados e, como resultado, as marcas europeias mal conseguem entrar no mercado indiano.
Quando o acordo for ratificado, 250 mil veículos fabricados na Europa poderão entrar na Índia anualmente com diferentes taxas preferenciais, dependendo do preço e do tipo de motor. Os carros além dessa cota, ou fora dela, enfrentarão tarifas mais altas. O acordo é uma rara notícia positiva para o setor automobilístico alemão, que tem enfrentado dificuldades nos últimos anos devido ao aumento da concorrência da China, à transição para o motor elétrico e às tarifas de importação impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
Do IstoÉDinheiro