Adere ao acordo só quem quiser

“Assinamos primeiro com a Caixa por ser um importante banco popular e público”, disse o presidente do Sindicato, José Lopez Feijóo. “Agora vamos procurar outros bancos para provocar a concorrência entre eles e ver se conseguimos serviços melhores e taxas menores”, prosseguiu.

“Depois iniciaremos duas campanhas nas instituições financeiras. Uma, pela diminuição das tarifas. Outra, contra os bancos que não aderirem ao acordo”, concluiu Feijóo. Entre as grandes instituições, até agora só Itaú e Unibanco estão fora.

Sobre a polêmica provocada pela diferença entre a taxa de juros cobradas de sócios e não-sócios, o presidente do Sindicato fez uma comparação com os convênios da entidade. “Nos convênios com os médicos, por exemplo, o desconto é só para os sócios. Por que nos empréstimos bancários teria que ser diferente?”, questionou.

O vice-presidente da CEF, João Carlos Garcia, afirmou durante a assinatura que fechar o acordo com os metalúrgicos do ABC era uma honra por tudo o que o Sindicato representa. Sobre o valor máximo dos empréstimos, ele explicou que a Caixa teve a preocupação de limitar o valor ao máximo que permita ao trabalhador pagar a prestação e sobrar dinheiro no fim do mês.

Diante da quantidade de pedidos dos sócios para que o Sindicato participe do acordo, o entendimento foi que adere quem quiser, não sendo necessário realizar assembléia. O associado que não desejar o empréstimo, simplesmente não o pede.