AMA-A ABC – Associação dos Metalúrgicos Anistiados e Anistiandos do ABC

Fundada em 28 de agosto de 1999, a Associação dos Metalúrgicos Anistiados e Anistiandos do ABC, a AMA-A ABC, luta pela Memória, Verdade, Justiça e Reparação em defesa daqueles e daquelas que resistiram à ditadura civil-militar e foram perseguidos, monitorados, presos e torturados.

A Associação se organiza a partir do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema, atual Metalúrgicos do ABC, das diretorias e militância que foram cassadas e continuam sendo perseguidas pelo regime ditatorial militar de 1964 a 1988, ano da última Constituição Federal. Com a lei 6683/79, conhecida como lei da anistia, e depois a lei 10559/2002, dá início à busca pela verdade, memória, justiça e reparação inicialmente em ações administrativas nos Estados e posteriormente junto ao governo federal, por meio de ministérios específicos que foram alterados conforme os governos eleitos.

Em 2002, no âmbito do Ministério da Justiça, é instaurada a Comissão de Anistia com a publicação da Lei 10559, o que cria procedimentos de julgamentos dos requerimentos de anistiandos que, após parecer, são emitidas portarias com os deferimentos ou indeferimentos pelo respectivo ministro. A partir de 2019 os processos passam a ser analisados pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

Segundo o presidente da Associação, João Paulo de Oliveira, a maioria das médias e grandes empresas na região tinham em seus quadros “funcionários” ligados às forças armadas, com destaque aos militares do Exército para monitorar o comportamento dos trabalhadores, sendo que muitos desses foram presos dentro da própria fábrica e depois encaminhados aos órgãos de repressão, como o DOI-CODI, OBAN e outros órgãos clandestinos como, por exemplo, a casa da morte na cidade de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Uma das acusações era por pertencerem a partidos e organizações de esquerda.

O regime militar durou de 1º de abril de 1964 a 15 de março de 1985, com os militares usando de truculência contra todos aquelas pessoas que se opunham às “novas regras” do governo. Nesse período ocorreram muitas mortes, desaparecimento e prisões daqueles que lutavam por direitos e democracia. Muitas torturas, humilhações, abusos sexuais, principalmente contra as mulheres, praticados pelos “agentes da ditadura”.

A AMA-A ABC tem de 260 sócios e muitas são mulheres, a maioria viúvas de falecidos metalúrgicos, vítimas do regime militar. João Paulo de Oliveira afirma que, com base na legislação, as esposas dos trabalhadores podem ingressar com processo administrativo. Para tanto, basta juntar as provas coletadas no Arquivo Público de São Paulo e também no Arquivo Nacional, em Brasília.

O atendimento ocorre de terça a quinta, no 1° andar, sala 101, na Sede do Sindicato. Informações pelo número 4128-4225 ou [email protected]. Pelas redes sociais, no Facebook AMA-A ABC e AMA A ABC.

Fique sócio! Você, trabalhador, é o Sindicato dentro da fábrica