Assassinato dos fiscais: PF amplia investigações ao Pará

As investigações sobre a morte de três fiscais do Trabalho em Unaí (MG) serão ampliadas para o Pará, onde muitos fazendeiros da cidade mineira também possuem terras. A Polícia Federal (PF) vai analisar assassinatos ocorridos de maneira semelhante e procurar pistoleiros paraenses.

Em Unaí, a fiscalização era de rotina, mas o prefeito da cidade, José Braz da Silva (PTB), é dono de terras no Pará e possui uma condenação por uso de trabalhadores em condições de escravidão. Por isso a força-tarefa criada pelo governo para resolver o caso começou a tomar o depoimento de fazendeiros de Unaí cujas propriedades receberam a visita dos auditores assassinados nos últimos meses. Membros da força-tarefa já estão infiltrados em fazendas da região.

Entre os futuros depoentes estão os irmãos Mânica e os maiores proprietários rurais de Unaí. Relatório escrito em março de 2003 por um dos fiscais assassinados diz que Norberto Mânica ameaçou “fiscais do trabalho que conversassem fiado em sua fazenda” com um “tiro na testa”.