Assédio eleitoral: Um crime contra a democracia e o povo

Nosso país tem um longo histórico de autoritarismo das elites contra a livre participação política do povo.

Foto: Divulgação

Durante a chamada “República Velha” (1889-1930), predominou o chamado “voto de cabresto”, quando os coronéis, como eram chamados os chefes locais, controlavam o voto dos eleitores.

Com a expansão da industrialização a partir de 1930, a classe trabalhadora foi crescendo rapidamente e, com isso, aumentando a sua influência política. As elites amedrontadas com as demandas dos trabalhadores por mais direitos e mais democracia, apoiaram o golpe militar em 1964 interrompendo o ciclo de mobilização popular no campo e na cidade de 1945 a 1964.

As lutas populares restabeleceram a democracia em nosso país à custa de muitas prisões, perseguições e mortes. Uma nova Constituição foi promulgada em 1988 e, no ano seguinte, tivemos a primeira eleição presidencial desde a ditadura militar. Em 2016, mais uma vez, os trabalhadores foram vítimas de um golpe com o impeachment forjado contra a presidenta Dilma e as falsas acusações contra o ex-presidente Lula que o impediram de disputar as eleições em 2018.

Nestas eleições, alguns empresários estão fazendo uso indevido do seu poder econômico, praticando assédio eleitoral.  O Ministério Público do Trabalho, desde agosto, já registrou 173 denúncias de diversas naturezas como coação, ameaças e ofertas de benefícios para que os trabalhadores votem na reeleição do atual presidente.

A liberdade de expressão e de escolha política do povo é um direito inviolável. A democracia, que foi duramente conquistada, é o nosso maior patrimônio, por isso, não aceitaremos que ela seja atacada por aqueles que se julgam estarem acima da lei. 

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