Aumento da exploração sobre o trabalho faz nascer a organização

As novas tecnologias aumentam a distância entre aqueles aos quais falta de tudo e os outros aos quais sobra até o supérfluo.

Nas fábricas, os trabalhadores se descobrem iguais na luta contra o opressor, aumentando a união e a organização.

No início do século 19, em 1819, os operários britânicos em Manchester, a principal cidade industrial do País, são recebidos com balas de canhão ao exigirem redução da jornada de trabalho e melhores condições de vida.

Depois do massacre, o governo aprova lei limitando em 12 horas a jornada de trabalho dos menores entre 9 e 16 anos.

Diante da decisão do Parlamento, os patrões se rebelam e iniciam um locaute (greve de patrões)  alegando que esse benefício trabalhista reduziria os lucros a ponto de fechar as fábricas. A mesma alegação que os patrões usam até hoje diante de qualquer reivindicação.

Em 1824, depois de muita luta dos trabalhadores, o governo inglês reconhece as associações de empregados e eles passam a ter melhor organização, inclusive promovendo greves em cidades do interior do país.

Em 1847, os trabalhadores conseguem aprovar a lei que reduziu a jornada de 10 horas para adultos, voto universal e reformas sociais.