Autoritarismo e desigualdade social

Dois traços marcantes da sociedade brasileira são o autoritarismo e a desigualdade social, aspectos esses que estão intimamente ligados. Sabemos que a ideologia é um dos recursos utilizados pela elite para exercer a dominação política e justificar a desigualdade. Crescemos ouvindo frases como: “a pobreza sempre existiu”; “enquanto houver mundo sempre haverá ricos e pobres”; “a riqueza é fruto do trabalho e do esforço de cada um”. Hoje está na moda as noções de empreendedorismo e meritocracia para justificar, mais uma vez, a desigualdade social como resultado do esforço individual e da diferenciação entre as pessoas. 

Foto: Divulgação

Mas as elites sabem que a desigualdade gera revolta e lutas. Nenhum povo consegue ficar calado eternamente diante das injustiças sociais e da exploração do trabalho. Quando essa resistência cresce e se torna uma força política forte e organizada capaz de se opor ao projeto hegemônico dos tradicionais donos do poder, cria-se a possibilidade de mudança não só material, mas também política e ideológica.

Quando o povo se mobiliza na defesa de uma sociedade mais justa, como aconteceu no Brasil, no governo de João Goulart (1961-1964) e, depois, nos governos de Lula e Dilma, a elite se insurge contra a democracia porque não quer perder seus privilégios e se esconde atrás dos seus prepostos. Mais recentemente foi isso que aconteceu com o golpe contra a presidenta Dilma e a campanha contra o ex-presidente Lula, que culminou com a sua prisão e impossibilidade de disputar as eleições quando estava à frente das pesquisas. O resultado desses golpes contra o povo brasileiro está na nossa triste realidade social. Basta de ditadura e golpes contra o povo brasileiro!

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