Basta de golpes contra a classe trabalhadora!

A classe trabalhadora brasileira, à medida que crescia em número e em protagonismo, político, foi vítima de vários golpes.

Foto: Divulgação

O primeiro foi o golpe civil-militar de 1964, conforme chama atenção o historiador Paulo Fontes: “a elite brasileira tinha um alvo claro: o crescimento da organização de operários e de vastos setores populares nas cidades, bem como a impressionante mobilização de camponeses nas zonas rurais. O inédito espaço político conquistado por lideranças sindicais incomodava e amedrontava. O golpe de 1964 foi, antes de tudo e sobretudo, um golpe contra os trabalhadores e suas organizações”.

O segundo golpe foi o impeachment contra a presidenta Dilma em 2016, desta vez, disfarçado com roupagens legais. O objetivo era o mesmo de 1964: interromper a sequência de conquistas da classe trabalhadora e de combate à desigualdade social. Mais uma vez a história do autoritarismo da nossa elite deixava as suas marcas. O golpe de 2016 criou as condições para implantação das reformas neoliberais tão almejadas pelos empresários e pelo mercado financeiro destruindo os direitos trabalhistas e desmontando o sistema de proteção social existente no país numa velocidade impressionante.

O terceiro golpe foi a condenação do ex-presidente Lula e sua prisão no dia 7 de abril de 2018 num processo de condenação sem provas e cheio de irregularidades que levou à anulação da sua condenação recentemente. O objetivo era impedir a candidatura do ex-presidente e a sua provável vitória em 2018, que interromperia o projeto de destruição do Estado brasileiro colocado em marcha pelos golpistas de 2016.

O desfecho trágico de mais esse golpe ainda não acabou. Estamos vivendo um dos maiores flagelos da nossa história com desemprego em massa, precarização do trabalho, fome, miséria e um número de mortes impensável causadas pela irresponsável e homicida gestão da pandemia pelo atual governo, que transformou o Brasil em pária do mundo. Por isso, golpes contra o povo brasileiro, nunca mais!

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