BNDES e a indústria brasileira, um caso de abandono

Desde o golpe em 2016, os governos Temer e Bolsonaro optaram pelo esvaziamento do BNDES como instrumento de financiamento da indústria. Resultado dessa política, estamos no menor nível de desembolsos direcionados a indústria dos últimos 25 anos.

Foto: Divulgação

Entre janeiro de 2003 e agosto de 2016 (mês de confirmação do golpe contra a presidenta Dilma) o setor industrial apresentou uma média de participação de 39% nos desembolsos. Já nos últimos 12 meses, de um total de R$ 8,4 bilhões, participação da indústria corresponde tão somente a 14,9%, enquanto a agropecuária 26,2%, infraestrutura 44% e comércio e serviços 14,9%.

Vale destacar que os recursos públicos para o setor do agronegócio, que tem baixa capacidade de geração de emprego, vêm se mantendo desde o golpe. Por outro lado, o segmento de infraestrutura, que concentra a maior parte dos recursos, tem no setor elétrico (maior parte privatizado) o principal beneficiado, ou seja, parte relevante da ação do banco é o financiamento do desinvestimento do país.

A realidade atual é que a indústria brasileira deixou de ser estratégica para o principal banco de desenvolvimento do país.

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