BYD persegue 250 mil unidades negociadas em 2026

Ao superar a barreira de 100 mil automóveis e comercias leves no ano passado, a BYD se prepara para voos mais ousados. Ao encerrar o primeiro bimestre com crescimento de 56% em relação ao mesmo período do ano passado, de 13.603 para 21.219 unidades emplacadas a área comercial faz conta.

“Com esse ritmo, já temos sobre a mesa a estimativa de um volume em torno de 187 mil emplacamentos em 2026. Mas queremos mais, para fechar com 250 mil modelos vendidos”, revela Fábio Lage, diretor Comercial da BYD Brasil. O executivo não conta como fará para chegar lá, mas dá pistas da chegada de novos produtos ao longo do ano, além da introdução de novas regras comerciais internas.

Caso se concretize o desejo, a marca alcançará por volta de 10% do mercado, fatia próxima com a qual a tradicional General Motors encerrou 2025, de 11%. Além das novidades que surgirão, a empresa se apoia também na força que a fábrica de Camaçari (BA) deverá proporcionar. Hoje, ainda em regime de montagem de kits importados, saem da unidade os modelos Song Pro, King e Dolphin Mini. O Song Plus será o próximo.

“Em breve” é como responde o vice-presidente da BYD Brasil Alexandre Baldy ao ser questionado quando a unidade começa de fato a fabricar carros. O executivo conta que a fábrica já recebeu R$ 3,5 bilhões dos R$ 5,5 bilhões que serão investidos. Baldy adianta que já são 400 fornecedores homologados pela BYD e que o complexo industrial baiano terá alto nível verticalização, com 17 fábricas próprias de componentes.

Do AutoIndústria