BYD promete avançar processo de fabricação local
Montadora chinesa diz que está pronta para novas etapas de produção de carros na Bahia
Não foi à toa que durante um jantar de negócios, na quarta-feira (7), em Shenzhen, sede da BYD, Alexandre Baldy, vice-presidente da montadora no Brasil, recebeu de presente uma miniatura de cavalo. No calendário chinês, que começa em fevereiro, 2026 será o ano do Cavalo de Fogo. Representa rapidez e intensidade, qualidades essenciais para o cumprimento da dinâmica agenda que a BYD definiu para a sua operação no Brasil este ano.
Segundo Baldy, entre abril e maio, a fábrica de Camaçari (BA) começará a fazer estamparia, solda e pintura dos veículos. Trata-se dos três mais importantes processos de manufatura da indústria automotiva e passo essencial para uma fábrica deixar de fazer a mera montagem para efetivamente se tornar fabricante de veículos.
Se o início desses processos produtivos acontecer no prazo anunciado pelo executivo, a BYD terá, ainda, pela frente, pelo menos dois a três meses de importação de carros semimontados pagando Imposto de Importação. No dia 31 de janeiro termina o prazo fixado pelo governo federal para importação de veículos semimontados sem imposto de importação. A partir de fevereiro o tributo subirá para 35%.
Hoje, a linha de produção da BYD na Bahia funciona em SKD, sigla em inglês para o sistema por meio do qual os carros chegam ao país montados para receber na fábrica local acabamento final. Baldy garante que entre abril e maio a operação brasileira dará importante passo rumo à nacionalização. Também em abril, segundo o executivo, a fábrica baiana passará a operar em dois turnos de produção. O terceiro turno começará ainda em 2026, no último trimestre, segundo ele.
Do Valor Econômico