Caminhões e ônibus reagem em fevereiro, mas ainda acumulam queda anual

Dados divulgados na quarta-feira, 4, pela Fenabrave mostram que o emplacamento de caminhões cresceu 3,7% em fevereiro na comparação com janeiro, somando 6,6 mil unidades e sinalizando reação no curto prazo. O segmento de ônibus acompanhou o movimento, com alta de 3,5% no mesmo recorte mensal, para 1,7 mil.

Apesar do avanço frente ao mês anterior o desempenho ainda é negativo no comparativo com fevereiro de 2025: os caminhões acumularam queda de 27,3%, com quase 13 mil emplacamentos e os ônibus registraram retração de 25% na base anual, 3,4 mil unidades. Segundo o presidente da entidade, Arcélio Júnior, o transporte de cargas é historicamente mais sensível às condições econômicas.

A decisão de compra de caminhões depende diretamente de fatores como custo do crédito, expectativas sobre a atividade econômica e programas de estímulo à renovação de frota. Ele destacou o programa federal Move Brasil, lançado em janeiro para incentivar a renovação da frota. A iniciativa prevê R$ 10 bilhões em crédito, dos quais R$ 4,2 bilhões já foram contratados até o início de março.

Já o comportamento do setor de ônibus está diretamente ligado a ciclos de renovação de frota, de programas de mobilidade urbana e de investimentos em transporte coletivo: “A tendência é de gradual estabilização ao longo do ano”. Para 2026 a entidade avalia que o segmento de caminhões tende a apresentar recuperação. É prevista uma alta de 3,5% para caminhões e de 3% para ônibus.

Da AutoData