Carros elétricos podem subir de preço antes do imposto de 35%

Fim das cotas de isenção pode pressionar preços de elétricos meses antes de julho

Se você acompanhou as notícias no fim de 2025, já sabe que julho de 2026 marca uma virada importante para o mercado brasileiro: a alíquota de importação para veículos eletrificados – elétricos (BEV), híbridos plug-in (PHEV) e híbridos convencionais (HEV) – será unificada em 35%. O que muita gente ainda não percebeu é que o impacto no preço pode vir bem antes dessa data.

Para quem está com o pé na concessionária ou planejando a compra de um elétrico em 2026, existe um fator mais imediato e potencialmente mais pesado para o bolso: o fim das cotas de importação com isenção ou imposto reduzido. É esse mecanismo, pouco visível para o consumidor, que pode provocar aumentos de preço ainda no primeiro semestre. Até agora, o governo federal permitia que as montadoras importassem um volume determinado de veículos com imposto zerado ou alíquota reduzida.

Essas cotas funcionaram como um amortecedor de preços, especialmente para marcas que operam 100% com modelos importados. O problema é que essas cotas estão se esgotando. Fabricantes que tiveram forte volume de vendas no segundo semestre de 2025 podem consumir suas cotas já nos primeiros meses de 2026. A partir desse ponto, os novos lotes passam a recolher imediatamente a alíquota cheia vigente – hoje em 25% para elétricos e 28% para híbridos plug-in.

Na prática, isso significa que o aumento não depende da virada da lei em julho. Basta o estoque com cota acabar para que o preço na etiqueta suba, mesmo que o imposto de 35% ainda não esteja em vigor. A grande mudança estrutural para 2026 é que a produção local de veículos eletrificados deixa de ser uma aposta isolada e passa a se tornar uma estratégia central para várias montadoras.

Do InsideEVs