Carros híbridos plug-in são mais poluidores do que o declarado segundo grupo de ONGs da Europa

Grupo Europeu de Transporte e Meio Ambiente solicita que o governo corte os subsídios para carros híbridos do tipo plug-in

Apesar do cenário de crise no setor automotivo, os emplacamentos de veículos eletrificados até o final do ano devem ser até 60% maiores do que em 2019. Isso de acordo com a Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE). Uma parte desses carros é formada por híbridos do tipo plug-in.

Híbridos plug-in são carros com motor a combustão e outro elétrico. O motor elétrico é alimentado por baterias recarregadas em tomadas. Contudo, analistas ambientais pediram nesta semana que o governo corte os subsídios para este tipo de veículo eletrificado. O grupo europeu de Transporte e Meio Ambiente (T&E) relatou que o BMW M5, Volvo XC60 e Mitsubishi Outlander emitem cerca de 28% a 89% mais dióxido de carbono do que anunciam.

Segundo Julia Poliscanova, diretora do T&E, “os híbridos plug-in são falsos carros elétricos, feitos para testes de laboratório e incentivos fiscais, não para realmente os dirigir”. Além disso, reitera que “o governo deveria parar de os subsidiar com milhões de dinheiros de contribuintes”. De acordo com a Reuters, o porta-voz da Volvo informou que os carros da fabricante cumprem corretamente à legislação de emissões atual e são certificados.

Já a Mitsubishi informou que alguns testes independentes podem fornecer números não confiáveis. A empresa contestou qualquer descoberta de testes que eles não tenham supervisionado, bem como não saibam sobre a metodologia. Por sua vez, a BMW não respondeu. Vale lembrar que o anúncio do órgão surgiu dias após a União Europeia (UE) aprovar normas que restringem os limites de emissão de gases poluentes. Ou seja, as novas normas podem retirar a denominação de “veículo sustentável” de alguns híbridos a partir de 2026.

Do Jornal do Carro