Centro Cultural Metalúrgicos Modernistas abre inscrições para vivências artísticas

Pintura em Tecido, Fotografia, Arte e Profissão – Processo Criativo e Artes Cênicas para Socioeducação são os cursos disponíveis com início em 16 de março. Participe!

O cenário cultural de São Bernardo inicia um novo capítulo com a abertura das inscrições para as vivências no Centro Cultural Metalúrgicos Modernistas (CCM²). Fruto de uma parceria entre o Sindicato e o Instituto Modernista, o espaço reafirma que a criatividade é um direito fundamental da classe trabalhadora. Até 10 de março, o público pode se inscrever em quatro percursos formativos: Pintura em Tecido, Fotografia, Arte e Profissão – Processo Criativo e Artes Cênicas para Socioeducação.
Localizado na Rua João Lotto, 28, o CCM² defende que a cultura deve compor a “cesta básica” dos trabalhadores. As atividades começam em 16 de março, com duração de um bimestre. As vagas são limitadas para garantir a qualidade pedagógica.

Fotos: Adonis Guerra

Voz do trabalhador
Wellington Messias Damasceno, diretor administrativo do Sindicato, enfatiza que o Centro é um organismo de resistência e emancipação. “Será um ponto de encontro do ABC e referência de cultura feita por trabalhadores”, destaca. A inauguração oficial está marcada para 30 de abril.
“Para nós, metalúrgicos, a cultura é uma ferramenta de luta tão importante quanto a mobilização na porta da fábrica. O acesso à arte faz parte da ‘cesta básica’ de direitos que o Sindicato defende. Nossa categoria, que transforma matéria-prima em riqueza, também tem o direito e o talento para produzir pensamento e beleza. Isso se estende às nossas famílias, que merecem formação de qualidade”, explicou.
Ele reforça que a parceria amplia a atuação histórica da entidade: “Queremos que este espaço seja a oficina da criatividade da nossa base, oferecendo estrutura digna para que os artistas da nossa categoria e da região possam expor seus trabalhos e dialogar. É a nossa identidade operária ocupando o centro do debate artístico”.

Valorização e renda
Para Henrique Celso Alves, presidente do Instituto Modernista, o projeto foca na sustentabilidade do fazer artístico. “Cultura é trabalho e economia. Os programas serão trilhas profissionais que integram criação e gestão cultural”, explica. A proposta garante que o aluno obtenha ferramentas para o mercado, desde a elaboração de portfólios até a precificação justa.
Afinal, cultura também é instrumento de consciência e identidade coletiva.