Chacina de Unaí: PF prende seis suspeitos

A Polícia Federal (PF) anunciou ontem a prisão de seis suspeitos de matar três fiscais do Ministério do Trabalho e seu motorista, em 28 de janeiro, no crime conhecido por chacina de Unaí, em Minas Gerais. O fazendeiro Norberto Mânica teria encomendado os assassinatos em vingança às multas por infrações trabalhistas aplicadas pelos fiscais.

Nenhum nome foi revelado. Isso só pode ocorrer quando a denúncia for apresentada à Justiça. Sabe-se, porém, que mais gente será detida. A prisão do mandante não foi decretada porque a PF está atrás de mais provas.

O delegado Antônio Celso, encarregado das investigações do caso, revelou que o crime pode ter custado até R$ 50 mil. Os criminosos seriam pistoleiros profissionais com possíveis atuações também no Norte do País. Um dos quatro presos informou o valor cobrado pelas execuções.

A PF começou suas investigações a partir do livro de registro de um hotel em Unaí, onde os pistoleiros se hospedaram. Um deles se identificou e retornou após a chacina para rasgar a folha de registro. Mas ficaram outras informações pelas quais foi possível identificá-lo. Para prender os suspeitos foram analisados 187 mil registros de ligações telefônicas da região. A partir de dois mil suspeitos, a investigação chegou aos acusados de executar os fiscais.

O fiscal do Ministério do Trabalho, Nelson José da Silva, era o alvo dos pistoleiros por ser muito dedicado e fazer um trabalho intenso de fiscalização na região de Unaí. Os demais fiscais morreram porque estavam com ele.