Classe trabalhadora, violência, coronavírus e o 1º de Maio

VIVA O 1º DE MAIO, VIVA A CLASSE TRABALHADORA!

Foto: divulgação

Dados do Ligue 180 – telefone do governo federal que recebe denúncias de violência contra a mulher – demonstram que durante a quarentena recomendada como forma de conter a propagação do novo coronavírus, houve aumento de 8,5% no número de ligações para o serviço.

Segundo a Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH), do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, a média diária entre os dias 1º e 16 de março foi de 3.045 ligações recebidas e 829 denúncias registradas, contra 3.303 ligações recebidas e 978 denúncias registradas entre os dias 17 e 25 deste mês. O número de denúncias aumentou 18% nesse período.

O 28 de abril é o Dia Mundial em Memória dos Trabalhadores Vítimas de Acidentes de Trabalho e de Doenças Profissionais. Nessa data, no ano de 1969, ocorreu uma explosão em uma mina da cidade de Farmington, no Estado de Virginia, nos Estados Unidos. O acidente matou 78 mineiros.

Aqui, no Brasil, a história contada pelo número de mortes de brasileiros e brasileiras pela pandemia da Covid 19, até 28 de abril, foi de 5.017 óbitos e 71.886 casos confirmados.

Em outras palavras, morre muita gente. A grande maioria gente pobre, trabalhadores e trabalhadoras. E o presidente diz e daí? Como se isso não importasse. Importa, e muito.

É nesse contexto de luta por melhores condições de vida, saúde e trabalho, em defesa do SUS, do estado democrático de direito, da liberdade e autonomia sindical, que devemos celebrar o 1º de maio, em busca de uma sociedade que não seja abatida como gado no matadouro, mesmo respeitando a quarentena imposta pela Covid-19.

VIVA O 1º DE MAIO, VIVA A CLASSE TRABALHADORA!

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