CNM/CUT completa 33 anos de luta em favor dos metalúrgicos, metalúrgicas e de toda a sociedade
Criação ocorreu em 23 de março de 1992, durante o segundo Congresso da categoria

A CNM/CUT (Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT) completou, no último dia 23, domingo, 33 anos de fundação. Sua história começou em 1989, quando, durante um Congresso, foi criado o Departamento Nacional dos Metalúrgicos da CUT. Três anos depois, em 23 de março de 1992, durante o segundo Congresso da categoria, o Departamento foi transformado em Confederação.
O presidente da entidade, Loricardo de Oliveira, destacou que a ousadia da categoria foi fundamental para a criação da CNM/CUT. “Somos uma categoria que ousou formar um departamento dentro da CUT e que, posteriormente, se tornou uma Confederação que representa milhares de metalúrgicos e metalúrgicas da maior central sindical do Brasil. Nossa trajetória mostra que, ao criar o departamento, estávamos certos sobre o futuro, e ao projetar os próximos anos, temos a certeza de que a vida dos metalúrgicos e metalúrgicas do Brasil não seria a mesma sem a CNM/CUT”.
O secretário-geral da Confederação, Renato Carlos Almeida, o Renatinho, destacou as lutas, relembrou as responsabilidades e desafios e parabenizou todos os envolvidos nessa trajetória de mais de três décadas.

“A Confederação tem uma história marcada por lutas e conquistas. Nossa preocupação também se estende à sociedade, envolvendo a defesa da comunidade LGBTQIA+, o combate ao racismo e a luta pela igualdade salarial. Temos a responsabilidade de conduzir a Confederação de forma a atender às necessidades da classe trabalhadora, o que representa um grande desafio, considerando a reestruturação produtiva, o avanço da inteligência artificial, a digitalização e o processo de transição energética. Nosso foco é garantir que essa transição seja justa para todos, tanto para os trabalhadores quanto para o meio ambiente. Não é uma tarefa fácil, mas com a participação de todos os sindicatos filiados, certamente conseguiremos apontar caminhos para minimizar os impactos e desenvolver alternativas. Parabéns a todos que fazem parte do dia a dia da Confederação e aos companheiros aguerridos que ajudaram a construir essa história. Vamos levar adiante esse legado!”
A secretária de Formação da CNM/CUT, Maria do Amparo Travassos, reforçou a importância da organização sindical.

“A CNM/CUT nasceu de um grupo que acreditou na força da organização sindical. Seguimos firmes, propondo políticas para uma indústria mais forte e sustentável, com trabalho decente, salários justos, menos precarização e respeito à organização no local de trabalho. Lutamos por igualdade, combatemos todas as formas de discriminação e acreditamos em uma sociedade mais justa, com uma classe trabalhadora consciente do seu papel na transformação do país”.
O secretário de Relações Internacionais da Confederação, Maicon Michael Vasconcelos, reforçou a relevância internacional da entidade.

“A CNM/CUT desempenha um papel estratégico no cenário internacional, especialmente no debate regional sobre o desenvolvimento da América Latina e a soberania dos nossos povos. Considerando que o Brasil representa metade da América do Sul, podemos dizer que a CNM/CUT reflete a força e a diversidade de metade do nosso subcontinente. Ela é essencial não apenas para os debates internos e nacionais, mas também para a promoção do desenvolvimento e da soberania dos povos latino-americanos”.