Começam as negociações de Campanha Salarial

A FEM/CUT (Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT) e os dirigentes dos 13 sindicatos filiados deram início às negociações de Campanha Salarial com as bancadas patronais.

Ontem foi realizada a primeira rodada com a Estamparia e no último dia 4, com o G8.3 (Simefre, Siamfesp e Sinafer: artefatos de ferro, metais e ferramentas, materiais e equipamentos ferroviários e rodoviários, artefatos de metais não ferrosos). Hoje estão agendadas reuniões com o Sindratar e a Fundição.

O coordenador de São Bernardo, Genildo Dias Pereira, o Gaúcho, alertou que as negociações já começaram difíceis. “Nas duas reuniões, infelizmente ouvimos dos patrões o pedido de parcelamento do INPC, o que foi totalmente rechaçado pela nossa bancada da FEM”, afirmou.

Foto: Adonis Guerra

O dirigente reforçou que, apesar da divulgação ontem do índice inflacionário de julho com deflação de -0,68%, e acumulado de 9,16% de setembro/21 a julho/22, para a classe trabalhadora isso não condiz com a realidade das famílias brasileiras.

“O custo de vida sobe a cada dia, basta ver o preço dos alimentos. Por isso, as propostas dos patrões foram rejeitadas em mesa. Precisamos estar unidos e mobilizados para avançar nas negociações e garantir nossos direitos”, chamou.

Foto: Adonis Guerra

O coordenador da Regional Diadema, Antônio Claudiano da Silva, o Da Lua, reforçou a importância das negociações. “Além de lutar por um índice econômico e reajustar os salários que foram corroídos pela inflação desgovernada, é preciso renovar as Convenções Coletivas, que estabelecem toda a regulamentação de direitos para os trabalhadores e as trabalhadoras”, destacou.

“A categoria precisa estar mobilizada e organizada para fazer pressão nas empresas diante das dificuldades que forem surgindo nas mesas de negociação”.

Foto: Adonis Guerra

O coordenador da Regional Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, Marcos Paulo Lourenço, o Marquinhos, lembrou que os direitos dos trabalhadores foram conquistados com muita luta.

“Nada nos foi dado, temos que estar unidos para continuar essa luta e avançar. Todo dia no mercado é aumento em cima de aumento, temos que ter a reposição da inflação e aumento real. Também é fundamental renovar as Convenções Coletivas, a reforma Trabalhista retirou direitos e os trabalhadores precisam estar respaldados para ter mais tranquilidade no dia a dia e levar o sustento para casa”, ressaltou.

Juntos pela reconstrução

O tema da Campanha Salarial deste ano é “Juntos pela Reconstrução dos Direitos, dos Salários, da Democracia e do País”. Os eixos são: reposição da inflação, aumento real, valorização dos pisos, valorização da Convenção Coletiva de Trabalho, manutenção dos direitos e a reindustrialização do país. A pauta foi aprovada em 6 de maio pelos Metalúrgicos do ABC e entregue aos representantes das bancadas patronais em 3 de junho.