Comissões de Cidadania

Cidadania. O tema não é novo no Sindicato, pelo contrário. A categoria sempre apontou que os problemas dos trabalhadores não se resumiam aos limites dos muros da fábrica. Por isso o Sindicato passou a enxergar os companheiros e companheiras como um ser social, com necessidades que começam na sua casa, no seu bairro, na sua cidade. Daí a importância dos Metalúrgicos do ABC se tornar um Sindicato Cidadão, como ratificado em muitos congressos da categoria.

Desde janeiro de 1978 com o pioneiro I Congresso das Metalúrgicas de São Bernardo do Campo e Diadema, o Sindicato luta para garantir políticas de inclusão, combate a assédio e discriminação e, com o passar do tempo, além da Comissão das Mulheres Metalúrgicas, outras frentes de luta surgiram com os coletivos dos Trabalhadores Metalúrgicos com Deficiência, Igualdade Racial e Combate ao Racismo, Juventude, Cultura e LGBTQIA+.

Uma sociedade mais justa e democrática, com garantia de oportunidades para homens e mulheres, começa a ser construída com o exercício cidadão de participação e de propostas de ações concretas. O Sindicato reafirma sua vocação cidadã quando se propõe a ultrapassar limites da fábrica, dos bairros, da região e até do País. Por isso, os Metalúrgicos do ABC são referência no sindicalismo, por seu pioneirismo. Não temos medo do debate de ideias, ao contrário, acreditamos neste exercício saudável de democracia, em qualquer lugar, no ABC ou no mundo.

Mulheres Metalúrgicas

A participação das metalúrgicas do ABC nas lutas em mais de quatro décadas tem contribuído para a ampliação das conquistas da classe trabalhadora e à busca da igualdade social entre homens e mulheres. A coordenadora da Comissão das Mulheres Metalúrgicas do ABC é Maria do Amparo Travassos Ramos, trabalhadora na Samot.

Igualdade Racial e Combate ao Racismo

Com 35 anos de história, a Comissão combate o racismo estrutural com educação e políticas afirmativas. A estrutura do País ainda carrega a escravidão em seu peito e, por isso, a ideia é que com o apoio dos trabalhadores nas fábricas seja possível pulverizar o debate da Comissão. O coodenador da Comissão de Igualdade Racial e Combate ao Racismo é Clayton Willian, o Ronaldinho, trabalhador na Mercedes.

Juventude Metalúrgica do ABC

O Coletivo debate as dificuldades e os desafios para trazer os jovens ao meio sindical. Realiza projetos em busca de soluções para a sindicalização da juventude, o exercício da consciência de classe, formação e também para que os jovens na base ocupem espaços de liderança sindical na fábrica. O coordenador do Coletivo da Juventude Metalúrgica do ABC é Américo José Galvanho Júnior, o Juninho, trabalhador na Volks.

Metalúrgicos do ABC com Deficiência

A Comissão dos Metalúrgicos do ABC com Deficiência é outro espaço que representa um grande desafio para pensar propostas de inclusão que atendam os trabalhadores e não apenas às necessidades das empresas cumprirem suas cotas legais de contratação. O coordenador da Comissão dos Metalúrgicos do ABC com Deficiência é Sebastião Ismael de Sousa, o Cabelo, trabalhador na Mercedes.

Coletivo de Cultura

A reivindicação deste Sindicato é que a Cultura tem que vir na cesta básica. Cultura é fundamental, é patrimônio, é uma forma de soberania e uma ferramenta de luta. Temos que nos reunir para fazer cultura e o projeto Engrenagem Cultural, lançado em agosto de 2022, tem por objetivo divulgar, apoiar e fomentar a arte produzida pelos trabalhadores da base, além de promover agendas culturais. O coordenador do Coletivo de Cultura é Márcio Boaro, trabalhador na Volks.

Coletivo LGBTQIA+

O Sindicato acompanha o movimento LGBTQIA+ e luta pelo direito à existência e o direito a diversas expressões da sexualidade humana. Pelo entendimento e respeito à singularidade do outro e seus modos de se relacionar com a vida dentro e fora das fábricas. O Coletivo de LGBTQIA+ não tem coordenador(a) no momento.