Conhecemos a fábrica dos motores Volkswagen TSI que é quase à prova de erros
Todos os dias, unidade de São Carlos (SP) produz 2.500 unidades de quatro tipos de motores; eles abastecem pelo menos nove modelos diferentes no Brasil e no exterior
Em 33 segundos, mal é possível descansar entre uma série e outra de exercícios na academia. Ou esquentar decentemente um prato de comida no micro-ondas. Na fábrica de motores da Volkswagen, em São Carlos (SP), esse intervalo está bem fixado na cabeça dos funcionários por outra razão. A cada 33 segundos, um novo motor é finalizado na linha de produção.
Não ficou surpreso? Seguindo tal ritmo, ao final de cada dia de trabalho são produzidos 2,5 mil exemplares de quatro motores da família EA211: 1.0 nas variações aspirada (MPI) e turbo em duas calibrações (170 TSI e 200 TSI), 1.6 aspirado (MSI) e 1.4 turbo (250 TSI). Esse número é muito próximo ao da capacidade produtiva diária, de 2,6 mil unidades.
Embora a fábrica produza quatro tipos de motor, são mais de 50 diferentes configurações, considerando potência, torque, combustível utilizado e diversas outras variáveis. Cada propulsor que entra na linha é destinado a um determinado carro. Um T-Cross vendido na Argentina tem um motor diferente daquele do Tera designado para o Brasil ou de um Polo de exportação para o México.
Isso mostra que produzir um motor é muito mais do que apenas juntar um punhado de peças. Como dito antes, o complexo de São Carlos produz quatro diferentes motores, enviados para as fábricas de São Bernardo do Campo (SP), São José dos Pinhais (PR), Taubaté (SP) e Puebla (México), onde equipam nove modelos: Polo, Tera, Virtus, Nivus, T-Cross, Saveiro, Taos e Tiguan, além do Jetta vendido em mercados da América do Norte.
Do AutoEsporte