Cota de importação do regime automotivo vale já para este ano

 

Cota de importação do regime automotivo vale já para este ano
Uma exceção incluída no texto do novo regime automotivo antecipa para este ano a possibilidade de as montadoras usarem cotas de importação regulamentadas pelas novas regras, inicialmente previstas para 2013 a 2017.
Mais dez montadoras entram em programa de eficiência energética
Com a habilitação no programa Inovar-Auto –nome dado à nova política setorial–, as montadoras têm acesso de imediato às vantagens das novas regras.
A Nissan, que será uma das mais beneficiadas pela exceção, foi a primeira a ser enquadrada no regime.
O texto da portaria que informa a habilitação da marca, publicado ontem no “Diário Oficial”, confirma a validade das normas já a partir da publicação.
Por seu projeto de construção da nova fábrica em Resende, no Rio, a montadora se inclui no grupo das empresas com planos de investimento no Brasil.
O novo regime automotivo estabelece para empresas nessa condição uma cota de importação transitória, livre do adicional de 30 pontos percentuais nos veículos trazidos de fora do país até o início da produção.
O benefício corresponde a 50% da capacidade futura da fábrica, sendo metade em créditos de IPI.
Uma fábrica com capacidade de 100 mil unidades, por exemplo, dá direito a uma cota de 50 mil, sendo 25 mil com isenção imediata e 25 mil revertidas em crédito tributário. Até 31 de março, prazo da habilitação excepcional, esse benefício não poderá exceder 6.666 unidades ao mês.
A Nissan terá de apresentar ao governo o projeto de investimento completo até o dia 1º de fevereiro de 2013.
COMPLEMENTO
O alívio chega em momento oportuno para a japonesa. A montadora estourou em setembro outra cota de importação, específica para o México, de onde ela trás a maior parte de seus modelos. Começaria a pagar, portanto, os 30 pontos adicionais do IPI.
O limite das importações mexicanas livres da alta no imposto foi estabelecido em março, em sequência à medida que elevou a tributação de veículos trazidos de outros países.
A renovação da cota mexicana da Nissan só acontece em março, ao vencimento do prazo de 12 meses.
No mesmo mês, termina o período da habilitação excepcional e as montadoras têm de renovar o enquadramento para 2013.
Para o Ministério de Desenvolvimento, trata-se de um período de transição.
OUTRAS
A medida aliviará outras montadoras hoje expostas ao adicional tributário para a importação.
As chinesas Chery e JAC, com construção de fábricas em Jacareí (SP) e Camaçari (BA), entram na mesma regra da Nissan e têm a cota vinculada à produção futura.
O parágrafo excepcional também abre espaço para aliviar os importadores sem planos de produção no país.
Para esse grupo, contudo, o benefício, que originalmente é de 4.800 unidades por ano, será proporcional aos meses de habilitação no prazo excepcional, que vai até março de 2013.
Mesmo se a habilitação saísse hoje, por exemplo, a cota não chegaria nem a 2.400.
Além da Nissan, 13 empresas já pediram habilitação ao programa Inovar-Auto. São elas: Mitsubishi, Renault, GM, Mercedes, JAC, Ford, Scania, SNS Hyundai, Fiat, Man, Iveco e Volkswagen.

 

 

Uma exceção incluída no texto do novo regime automotivo antecipa para este ano a possibilidade de as montadoras usarem cotas de importação regulamentadas pelas novas regras, inicialmente previstas para 2013 a 2017.

Com a habilitação no programa Inovar-Auto –nome dado à nova política setorial–, as montadoras têm acesso de imediato às vantagens das novas regras.

A Nissan, que será uma das mais beneficiadas pela exceção, foi a primeira a ser enquadrada no regime.

O texto da portaria que informa a habilitação da marca, publicado ontem no “Diário Oficial”, confirma a validade das normas já a partir da publicação.

Por seu projeto de construção da nova fábrica em Resende, no Rio, a montadora se inclui no grupo das empresas com planos de investimento no Brasil.

O novo regime automotivo estabelece para empresas nessa condição uma cota de importação transitória, livre do adicional de 30 pontos percentuais nos veículos trazidos de fora do país até o início da produção.

O benefício corresponde a 50% da capacidade futura da fábrica, sendo metade em créditos de IPI.

Uma fábrica com capacidade de 100 mil unidades, por exemplo, dá direito a uma cota de 50 mil, sendo 25 mil com isenção imediata e 25 mil revertidas em crédito tributário. Até 31 de março, prazo da habilitação excepcional, esse benefício não poderá exceder 6.666 unidades ao mês.

A Nissan terá de apresentar ao governo o projeto de investimento completo até o dia 1º de fevereiro de 2013.

 

Complemento
O alívio chega em momento oportuno para a japonesa. A montadora estourou em setembro outra cota de importação, específica para o México, de onde ela trás a maior parte de seus modelos. Começaria a pagar, portanto, os 30 pontos adicionais do IPI.

O limite das importações mexicanas livres da alta no imposto foi estabelecido em março, em sequência à medida que elevou a tributação de veículos trazidos de outros países.

A renovação da cota mexicana da Nissan só acontece em março, ao vencimento do prazo de 12 meses.

No mesmo mês, termina o período da habilitação excepcional e as montadoras têm de renovar o enquadramento para 2013.

Para o Ministério de Desenvolvimento, trata-se de um período de transição.

 

Outras
A medida aliviará outras montadoras hoje expostas ao adicional tributário para a importação.

As chinesas Chery e JAC, com construção de fábricas em Jacareí (SP) e Camaçari (BA), entram na mesma regra da Nissan e têm a cota vinculada à produção futura.

O parágrafo excepcional também abre espaço para aliviar os importadores sem planos de produção no país.

Para esse grupo, contudo, o benefício, que originalmente é de 4.800 unidades por ano, será proporcional aos meses de habilitação no prazo excepcional, que vai até março de 2013.

Mesmo se a habilitação saísse hoje, por exemplo, a cota não chegaria nem a 2.400.

Além da Nissan, 13 empresas já pediram habilitação ao programa Inovar-Auto. São elas: Mitsubishi, Renault, GM, Mercedes, JAC, Ford, Scania, SNS Hyundai, Fiat, Man, Iveco e Volkswagen.

 

 

Da Folha de S. Paulo