Cresce o emprego formal, mas desafios persistem
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Na última semana, foram divulgados os dados do Novo Caged sobre a variação do emprego formal em fevereiro. O saldo de aproximadamente 432 mil novos vínculos foi o maior desde 2020, quando a atual metodologia de coleta de dados foi implementada. O setor de serviços liderou a criação de vagas, com 254,8 mil postos, seguido pela indústria, com 69,9 mil.
A região Sudeste respondeu por 53% dos novos empregos, e a maior movimentação ocorreu entre jovens de 18 a 24 anos, que registraram 170,6 mil contratações. Na base do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, o saldo foi de 224 novas vagas, com destaque para a maior participação das mulheres nas contratações (54,0%).
Desde 2024, o mercado de trabalho brasileiro tem mostrado aquecimento, com geração de empregos, aumento da renda do trabalhador e redução do desemprego, que fechou em 6,8% no trimestre encerrado em fevereiro. No entanto, a manutenção desse cenário depende do estímulo a setores estratégicos, como a indústria, que teve um crescimento expressivo de atividade em 2024.
Ainda há a necessidade de fortalecer o emprego formal em vagas qualificadas, com remuneração justa e condições dignas de trabalho, reduzindo a informalidade e a precarização do emprego. Nesse sentido, preocupa a contínua elevação das taxas de juros pelo Banco Central, que pode impactar a geração de novos postos de trabalho.
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