Democracia no chão de fábrica: Categoria elege representação sindical para 2026-2029

São 158 dirigentes nos comitês de fábrica e seis membros no CSA, totalizando 164 integrantes que formarão a Diretoria Plena nos próximos três anos.

Fotos: Adonis Guerra

Começa hoje o processo eleitoral que definirá os rumos da representação sindical dos Metalúrgicos do ABC para os próximos três anos. Trabalhadores e trabalhadoras associados vão às urnas neste primeiro turno para eleger os integrantes dos CSEs (Comitês Sindicais de Empresas) e do CSA (Comitê Sindical dos Aposentados). O pleito é o primeiro passo para a formação da 24ª gestão da entidade, consolidando um modelo de organização que é referência nacional desde a sua fundação, em 1959.
Nesta etapa, a votação ocorre diretamente nos locais de trabalho, na Sede e regionais do Sindicato. Ao todo, 83 urnas estão distribuídas na base, abrangendo São Bernardo, Diadema, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. A estrutura reflete a força da categoria: são 158 dirigentes nos comitês de fábrica e seis membros no CSA, totalizando 164 integrantes que formarão a Diretoria Plena para o período 2026-2029.

Sindicato na fábrica
O atual modelo de eleição, vigente desde 1999, prioriza a democracia direta. Segundo o presidente do Sindicato, Moisés Selerges, a importância deste turno reside na proximidade real com a base. “É o momento em que se elege o Sindicato no chão de fábrica. Os representantes eleitos têm a responsabilidade de desenvolver o diálogo olho no olho, discutindo o projeto da classe trabalhadora e aquilo que desejamos para viver melhor e construir uma sociedade mais justa”, destaca.
A dinâmica eleitoral da entidade possui uma trava democrática rigorosa: para ocupar cargos na Executiva ou no Conselho Fiscal, o candidato deve, obrigatoriamente, ter sido eleito primeiro em sua base de origem. “Ninguém pode ser eleito diretor se antes não passar pelo crivo do chão de fábrica. Para alguém se tornar presidente, por exemplo, precisa primeiro vencer na fábrica onde trabalha. É o Brasil que dá certo”, reforça Moisés.

Renovação e compromisso
Além de garantir a manutenção dos direitos, o pleito deste ano foca na renovação geracional. A formação de novas lideranças é vista como essencial para enfrentar os desafios contemporâneos do mundo do trabalho. Moisés enfatiza que o papel do dirigente vai além das questões internas: “O Sindicato representa o trabalhador da cerca para dentro e da cerca para fora, nas lutas amplas da sociedade”.
A diretoria reforça a convocação para que todos os sócios e sócias participem ativamente. O voto é o início do compromisso: após a eleição, cabe à categoria acompanhar e cobrar dedicação total dos eleitos. O encerramento deste ciclo ocorrerá nos dias 14 e 15 de abril, com o 2º turno para a escolha da Presidência e dos Conselhos da Executiva e Fiscal. Participem!