Desemprego cai e cresce formalização no ABC

A taxa de desemprego no ABC diminuiu pelo segundo mês consecutivo, passando de 11% em setembro para 10,3% em outubro, segundo Pesquisa de Emprego e Desemprego, a PED, realizada pela Fundação SEADE e DIEESE e divulgada quarta-feira, que apresenta ou­tros indicadores positivos para este mês.

O levantamento, realizado em parceria com o Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, estimou o contingente de desempregados em 146 mil pessoas, sete mil pessoas a me­nos em relação ao mês anterior, e geração de 31 mil postos de trabalho.

Normalmente, com a proxi­midade do fim de ano mais pessoas se colocam à disposi­ção do mercado de trabalho.

Assim, os dados mostram que a geração de emprego em outubro cresceu acima da População Economicamente Ativa, a PEA, o que mostra dinamismo na atividade eco­nômica da região.

Conforme a pesquisa, em outubro, o nível de ocupação no ABC aumentou em 2,5%. Houve elevação no setor de serviços (4,6%, ou geração de 29 mil postos de trabalho) e re­dução no comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (-1%, ou eliminação de 2 mil postos de trabalho) e na Indústria de transformação (-1,3%, ou -4 mil). Já o setor metal-mecânico gerou 4 mil postos de trabalho, crescimento de 2,5%.

Outro dado de destaque da PED, refere-se ao aumento da formalização no ABC. Em fevereiro de 2014, a região tinha 711 mil trabalhadores com carteira assinada e 106 mil sem carteira assinada.

Em outubro de 2014, aumentou o número de trabalhadores com registro em carteira para 758 mil trabalhadores, crescimento de 6,6%; já os trabalhadores sem registro em carteira diminuiu para 89 mil, queda de 16%.

De modo geral, as taxas de desemprego no Brasil tem se mantido estável e até diminuindo em alguns momentos.

Neste ano, a economia deve ficar estável, o crescimento do PIB está próximo de 1%. Fatores como a Copa do Mundo, as eleições presidenciais no segundo semestre e ainda a forte campanha do “tudo errado” ou “quanto pior melhor” promovida pela grande mídia, inibiu os investimentos da iniciativa privada e impôs ao País um ambiente de medo e incerteza.

Espera-se que a definição política com a reeleição da presidenta Dilma e apresentação da sua nova equipe econômica promovam um novo ambiente de confiança e recuperação da economia, mantendo assim, as taxas de desemprego em níveis reduzidos.

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Subseção do Dieese