Desemprego e precarização

Na última sexta-feira o IBGE divulgou o nível de desemprego no país que continua batendo recorde. No trimestre móvel que termina em fevereiro a taxa de desemprego chegou a 14,4%, somando 14,4 milhões de desempregados.

Foto: Divulgação

É um volume muito grande, e quando somados aos trabalhadores subutilizados (aqueles que trabalham menos horas do que poderiam) e os desalentados (aqueles que pararam de procurar emprego por acreditar que não vão mais conseguir), o IBGE contabiliza 32,6 milhões de brasileiros em condições precárias.

Esses números refletem o projeto econômico instalado no país desde 2016, projeto que sugere que perder o emprego formal pode ser uma oportunidade para que o indivíduo possa se reinventar e virar o próprio patrão, um empreendedor!

Diferentemente disso, vivemos uma crise que se aprofundou na pandemia, mas tem sua natureza nesses conceitos equivocados que deram origem às reformas políticas de desamparo aos trabalhadores.

 As pessoas estão buscando alternativas de sobrevivência na informalidade, mas no pior modelo, aquela que vemos nas paradas dos semáforos, que vemos nos entregadores de aplicativos.

Essas pessoas não contam com nenhum mecanismo de proteção ou incentivo fiscal para a manutenção do “emprego”, mas nas estatísticas oficiais não são considerados desempregados.

O empreendedorismo como opção é um instrumento fundamental para o desenvolvimento econômico e social de uma economia. Mas a realidade a que está submetido o trabalhador brasileiro nada tem a ver com empreendedorismo, as pessoas precisam de emprego e precisam de segurança.

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