Diadema tem crescimento recorde em exportações
A cidade vendeu R$ 650 milhões para o exterior no ano passado, 30% mais que em 2004 e 150% a mais que em 2002. Este foi um dos motivos que levou o ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, a lançar o ExportaCidade, ontem, em Diadema.
Ministro lança programa em Diadema
O ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, esteve ontem em Diadema para lançar o programa ExportaCidade. Diadema é a única representante de São Paulo na iniciativa do governo federal e foi selecionada, principalmente, por sediar 312 exportadoras, o maior número do ABC. Só outras nove cidades no País foram capacitadas.
Também influiu na escolha o fato de Diadema bater seu recorde histórico de exportações no ano passado, vendendo R$ 650 milhões para o exterior. O volume é 30% maior que em 2004 e 150% a mais que em 2002.
O município exporta principalmente prensas para indústria automobilística, autopeças, produtos químicos, borracha, plásticos e cosméticos.
“A vinda do ministro significa o apoio do governo federal a Diadema para o crescimento das exportações, gerando emprego, riqueza e promovendo melhor distribuição de renda”, destacou o prefeito José de Filippi (PT).
“As exportações contribuíram para que a cidade conquistasse o primeiro lugar na geração de empregos no Estado em 2005”, comentou o vice-prefeito e secretário de Desenvolvimento Econômico, Joel Fonseca Costa (PT), ex-diretor do Sindicato.
“Com o apoio que recebemos agora do ExportaCidade, queremos repetir o feito de 2005”, afirmou Joel.
O presidente do Sindicato, José Lopez Feijóo; o coordenador da Regional Diadema, Hélio Honorato, o Helinho; e o diretor Davi Carvalho estiveram no lançamento.
“Olhos de Lula brilham”, diz Furlan
O ExportaCidade quer estimular as pequenas e médias empresas a exportarem. “Boa parte dos empregos gerados nos últimos três anos veio da exportação”, garantiu Furlan.
“O presidente Lula incentiva muito, cada vez que se fala em vender o olho dele brilha”, revelou o ministro.
“Não há nada que Diadema produza que alguém, em alguma parte do mundo, não queira comprar. É só encontrar o lugar certo para vender”, assegurou Furlan.
Após o lançamento, empresários reuniram-se com o ministro e apresentaram reivindicações sobre comércio exterior, entre elas, o que chamaram de concorrência desleal da China, a valorização do dólar e o contrabando.
Feijóo, Helinho e Davi participaram do encontro realizado na sede da Papaiz. “Temos condições plenas para debater política de exportação por causa da nossa organização no local de trabalho”, destacou Feijóo.