É amanhã! Sindicato inicia processo eleitoral para nova direção do triênio 2026-2029
Secretário-geral dos Metalúrgicos do ABC, Claudionor Vieira, chama todos os sócios e sócias para Assembleia Geral Eleitoral amanhã, às 18h, na Sede

Os Metalúrgicos do ABC dão início amanhã, às 18h, na Sede do Sindicato, em São Bernardo, ao processo eleitoral que definirá a 24ª direção da entidade desde 1959. A assembleia abre oficialmente os ritos que escolherão a Direção Plena, o Conselho da Executiva e o Conselho Fiscal para o triênio 2026-2029. Na atividade, trabalhadores e trabalhadoras associados definirão o calendário das eleições, integrantes da Comissão Eleitoral, empresas e número de representantes.
O modelo adotado pelo Sindicato é dividido em duas etapas. No primeiro turno, são eleitos os CSEs (Comitês Sindicais de Empresas), que ficam nas fábricas e, no segundo, o Conselho da Executiva da Direção e o Conselho Fiscal do Sindicato. Em entrevista à Tribuna Metalúrgica, o secretário-geral da entidade, Claudionor Vieira, destaca que a assembleia marca o ponto de partida de um processo democrático construído pela base.
Tribuna Metalúrgica – Qual a importância da participação na Assembleia Geral Eleitoral amanhã?
Claudionor Vieira – A assembleia é fundamental porque é nela que o processo eleitoral começa de fato. São os sócios e sócias que aprovam a Comissão Eleitoral, responsável por conduzir todas as etapas. Participar é entender como a eleição vai funcionar e acompanhar cada fase. É um momento de decisão coletiva e de fortalecimento da democracia interna.
TM – Por que a eleição dos CSEs é estratégica para o Sindicato?
Claudionor – Porque é no local de trabalho que a luta acontece diariamente. O CSE garante representação permanente dentro da fábrica, organiza os trabalhadores e faz a interlocução com o Sindicato. Isso democratiza as relações de trabalho, permite diálogo constante, dá agilidade para enfrentar problemas e estabelece um processo permanente de negociação.
TM – O que muda quando o trabalhador se associa ao Sindicato?
Claudionor – A sindicalização é um ato de consciência. Quanto maior o número de sócios, mais força a categoria demonstra. Um sindicato forte depende de uma base organizada e participativa. Essa unidade é o que sustenta as conquistas e a defesa dos direitos.
TM – Quais os principais desafios do próximo triênio?
Claudionor – O maior desafio é garantir direitos e avançar em novas conquistas, como o fim da escala 6×1, igualdade salarial entre homens e mulheres em todas as empresas, a isenção do IR [Imposto de Renda] na PLR [Participação nos Lucros e Resultados] e continuar defendendo a democracia porque, sem ela, não tem como garantir os direitos já conquistados. Também tivemos vitórias importantes, como a isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil, resultado de mobilização, atos públicos e pressão no Congresso Nacional. São mais de R$ 50 milhões por ano voltando para o bolso dos metalúrgicos e metalúrgicas do ABC. Nosso desafio é que todos os trabalhadores e trabalhadoras do país tenham emprego de qualidade e possam viver com dignidade.
Para Claudionor, o Sindicato é a voz do trabalhador no chão de fábrica. “Somos fortes porque somos uma categoria organizada e vigilante. Essa união é o que dá sentido ao nosso Comitê Sindical e à nossa representação. Como disse o Papa Francisco, ‘não existe uma boa sociedade sem um bom sindicato’. Por isso, convidamos todos os sócios e sócias para a nossa Assembleia Geral Eleitoral. Este é o ponto de partida da nossa luta”. Participem!