EUA tiram incentivos para start-stop e função pode acabar por lá
No início de 2025, o chefe da EPA (agência ambiental dos EUA), Lee Zeldin, sinalizou que o governo de Donald Trump estudava acabar com o sistema automático de start-stop. Agora é oficial: o start-stop automático está, na prática, com os dias contados naquele país. A Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA, na sigla em inglês) anunciou o que chama de “a maior ação de desregulamentação da história dos Estados Unidos”.
O governo está revertendo uma série de padrões de emissões veiculares estabelecidos por administrações anteriores — incluindo o start-stop automático. As montadoras adotaram o start-stop como uma forma de ajudar a cumprir metas federais de consumo e de emissões de gases de efeito estufa nos EUA.
Esses sistemas desligam automaticamente o motor quando o veículo para completamente e o religam quando o motorista quer voltar a se movimentar, reduzindo o desperdício de combustível em marcha lenta e melhorando a eficiência no anda-e-para do trânsito. Pela nova regra da EPA, publicada em fevereiro de 2026, todos os créditos “off-cycle” (para aumentar a adoção de tecnologias que reduzem as emissões), incluindo os vinculados ao start-stop, foram eliminados.
Antes, esses créditos permitiam que os fabricantes acumulassem “pontos” de conformidade por instalar recursos de economia de combustível, mesmo quando o impacto no uso real variava. O comunicado da agência destaca especificamente que funções como o start-stop não serão mais incentivadas por regulações federais. Embora a tecnologia não esteja proibida, a tendência é que, daqui para frente, ela apareça como item opcional — quando aparecer.
Do Motor1