Fábrica de Motores da Toyota só voltará a produzir em 2028
A microexplosão atmosférica que devastou a fábrica de motores da Toyota em Porto Feliz, SP, ficará para a história como um caso de foco e governança corporativa raramente testemunhado no universo automotivo. A liderança global jamais colocou o custo de importação dos primeiros motores ou paralisação da produção como prioridade, mas as pessoas, especialmente as impactadas direta e indiretamente com o evento extremo.
Priorizou-se a retomada dos negócios por meio de soluções rápidas e assertivas, como o início da produção de motores flex em um galpão improvisado em Porto Feliz, semana passada, e um cronograma de reconstrução que culminará com uma fábrica totalmente nova e modernizada, a partir de 2028.
Enquanto a unidade de Porto Feliz é totalmente reconstruída porque “só dá para reaproveitar o chão da fábrica”, Evandro Maggio, presidente da Toyota do Brasil, lidera os esforços para uma retomada da normalidade do abastecimento da rede, também impactada pela falta de produtos. A Toyota chegou a perder 20% das vendas logo após a paralisação da produção, em novembro.
Maggio faz questão de manter todos seus colaboradores informados dos passos nesse processo de reconstrução. Até o final de 2027, o planejamento é dar início aos testes finais de um novo conceito de produtividade para a unidade de Porto Feliz: “Teremos uma fábrica de motores mais enxuta, mais robotizada e mais compacta, para retomarmos totalmente essa operação em 2028”.
Da AutoData