Fascismo social, globalização e neoliberalismo

Vivemos um momento de perigo no Brasil e no mundo que joga imensos contingentes de pessoas para a exclusão social. Esse fenômeno impulsionado pela globalização neoliberal se aprofundou com a crise de 2008.

Foto: Divulgação

No Brasil as políticas adotadas pelo governo Lula impediram que a crise tomasse as dimensões ocorridas em outros países. No entanto, a partir de 2014 ela começou a se manifestar em nosso país e se aprofundou de maneira dramática com os governos Temer e Bolsonaro. 

Boaventura de Sousa Santos, define o atual fenômeno de pauperização da classe trabalhadora como “fascismo social” caracterizado por “um conjunto de processos sociais mediante os quais grandes setores da população são mantidos no exterior ou expulsos de qualquer tipo de contrato social”. Ou seja, bilhões de pessoas ao redor do mundo relegadas ao trabalho precário, sem direitos e sem proteção social.

Esse processo é resultado da imposição da lógica do mercado que transborda da economia para todas as áreas da vida. O Brasil tem sido uma espécie de laboratório desse tipo de “fascismo social”, que demoniza e banaliza a política, e ao fazê-lo, contamina as instituições e encapsula a democracia para servir aos interesses da elite econômica. Romper com fascismo social e transformar a democracia em sinônimo de emancipação popular são duas tarefas carregadas de urgência para a sociedade brasileira no tempo presente. 

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