Faturamento das autopeças cresce, nível de ocupação é similar ao de antes da pandemia

Comércio exterior do setor segue severamente afetado, importações e exportações caem mais de 30%

Apesar de ainda severamente impactada pelos efeitos da pandemia de coronavírus, a indústria de autopeças está voltando a respirar melhor. Segundo relatórios divulgados este mês pelo Sindipeças, entidade que reúne os principais fabricantes do setor, o faturamento dos associados apresentou forte crescimento de 18,2% entre julho e agosto (último dado disponível), consolidando o ritmo de recuperação das vendas para todos os segmentos (montadoras de veículos, reposição, intrassetorial e exportação).

Com isso, o nível de ocupação das fábricas, calculado em 66% em agosto, já é similar ao verificado no início de 2020, antes dos abalos provocados pela Covid-19. Os resultados acumulados nos oito meses de 2020, no entanto, permanecem no campo negativo, com queda de quase 23% no faturamento em relação ao mesmo período de 2019.

O Sindipeças projeta que este ano a queda nas vendas da indústria de autopeças será de 28,3%, para 108,2 bilhões, contra R$ 150,9 bilhões um ano antes, interrompendo assim o ciclo anual de crescimento que vinha sendo observado desde 2016 – ainda assim, a receita projetada para 2020 é maior do que os R$ 99,2 bilhões alcançados naquele ano.

O segmento que anotou a maior queda anual, de 27,5% entre janeiro e agosto, foi o fornecimento direto de componentes às montadoras de veículos, que também apresentou a maior recuperação em agosto, quando apurou-se crescimento de 23% sobre o mês anterior. O mercado de reposição foi menos afetado e caiu 5% no período de oito meses; embora tenha avançado em agosto tímidos 3,5% ante julho, cresceu 7,2% na comparação com o mesmo oitavo mês de 2019.

Do Automotive Business